Trabalhista

DEMISSÕES RECORDES X POLÍTICA DE BENEFÍCIOS

política de benefícios

A taxa de desemprego passou de 11% no primeiro trimestre de 2022 no Brasil e cerca de 12 milhões de brasileiros estão desempregados. Ainda assim, o país registrou recorde de demissões em março. Do total de cerca de 1,8 milhão de desligamentos realizados no mês, mais de 600 mil vieram por solicitação dos próprios empregados. Uma política de benefícios reverteria essa situação?

Segundo o levantamento feito pela LCA Consultores, com base no Cadastro Geral de Empregadores, é o maior número de demissões a pedido em um único mês desde janeiro de 2020, quando esses dados começaram a ser contabilizados.

Home office como política de benefícios

Entre as causas desse recorde de demissões está a retomada das atividades presenciais. Muitos empregados se adaptaram ao sistema de home office, até pelo menor tempo e custo despendido em deslocamento e viram na imposição da volta presencial uma desmotivação para continuar no emprego. 

Em princípio, empresas que ofereceram uma política de benefícios com manutenção de home office ou com a possibilidade de adoção de um sistema híbrido teriam maior chance de manter seus trabalhadores motivados.  

Recentemente, publicamos um artigo sobre o tema. Confira no link: https://debellis.adv.br/o-home-office-veio-para-ficar-ate-aqui-na-empresa/

Ou seja, a receita está na flexibilidade, permitida a partir das novas regras trabalhistas que vieram com a pandemia, que pode ser incluída na política de benefícios da empresa.

Política de benefícios como atrativo

Sobretudo, sabe-se que as pessoas entram em uma empresa em função de salário, mas permanecem em virtude do clima e dos benefícios que o empregador oferece.

Por exemplo, planos de saúde e vale-alimentação não são benefícios obrigatórios. Mas valem como diferencial na hora da decisão de se continuar em uma empresa.

Política de benefícios flexíveis para o empregado

Nesse sentido, uma inovação que já está sendo adotada por alguns empregadores é oferecer um pacote de benefícios flexíveis. A modalidade é uma alternativa para atender as diferentes necessidades dos colaboradores e, de quebra, aumentar o engajamento dos empregados e a retenção de talentos.

Entre o pacote que pode compor essa política de benefícios estão planos de saúde e odontológico, vale-combustível e estacionamento, previdência privada e bolsas de estudo.

No entanto, é preciso ter cuidado com esse tipo de pacote, pois um empregado não pode ganhar mais que o outro.

Política de benefícios para aumentar a produtividade

Embora não haja obrigatoriedade na promoção de uma política de benefícios, a prática é uma importante ferramenta para a gestão de recursos humanos.

Em princípio, na contratação, a política de benefícios funciona como um diferencial competitivo para a atração e a retenção de profissionais mais qualificados. Além disso, esses benefícios podem ser aliados para aumentar a motivação da equipe, o engajamento, a performance e a produtividade.

Por fim, quanto mais flexíveis forem as empresas, mais competitivas elas tendem a se tornar não apenas na gestão interna, mas também frente ao mercado. Nesse sentido, vale analisar o pacote de benefícios como uma ferramenta de gestão que pode ser usada pelas empresas.

Para apoiar essa estratégia, a De Bellis Advogados Associados pode ser aliada com o objetivo de orientar as empresas sobre a definição da política de benefícios, mantendo a segurança jurídica para concedê-la.

*Sócio do De Bellis Advogados Associados. Especialista em Direito do Trabalho.

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